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Maria Antonieta Alentado Oliveira

ABRI A PORTA À SAUDADE

 

 

 

 

 

 

Sem querer

abri a porta à saudade

atrevida e de mansinho

ela entrou

Acomodou-se

e no lugar de um sorriso

uma lágrima deslizou.

Molhou o teu retrato

aquele que tirámos os dois

quando ainda felizes

num olhar sorriamos.

Outra lágrima

retida no beiral de uma pestana

lembra o caminho vivido

aquele que tinha escolhido

onde tu sempre estarias.

Mas partiste

e na bagagem levaste

tudo aquilo que vivemos.

Levaste o meu amor e carinho

todo aquele que te dei,

o meu ser que te ofertei

e esse beijo onde bebemos.

Partiste!

E eu,

sem querer

abri a porta à saudade.